DESJUDICIALIZAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO!

Parafraseando o grande poeta Fernando Pessoa, DESJUDICIALIZAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO!

Somos responsáveis por nossas escolhas, o que inclui o foco dos nossos pensamentos.

“Navegar é preciso, viver não é preciso”

(…) Navegar é preciso?

Sim! Navegar é uma viagem exata. Fazia-se com bússolas e astrolábios. Hoje, faz-se com satélites, GPS’ e www’s.

Viver não é preciso?

Não! É uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições(…)”( fonte: https://www.uc.pt/navegar/)

Nossa leitura poderá ser negativa ou positiva, é uma escolha.

Novos tempos se estabeleceram e pronto! Sem mimimi...

A área intelectual não para e o fator tempo, sem imposição dos prazos, nos permite avançar em estudos e cursos online como forma de atualização para alavancar novos projetos.

Desafios podem gerar oportunidades e vejo com bons olhos as imposições de vivência e convivência dos novos tempos. Afinal, viver e conviver sempre exigiram cuidados individuais e sociais.

Rever nossas condutas é uma boa prática! Ter humildade para reconhecer que fazemos parte de uma teia interdependente e que errar faz parte para melhorarmos nossas ações são premissas que conduzem à conclusão de que o erro não é negativo e sim uma experiência importante para refletir e, se o caso, mudar.

Solidariedade é a palavra do momento e o COVID-19 deixou isso evidente, sem ao menos pedir licença. No entanto, é preciso atenção, pois as colaborações e parcerias decorrentes da solidariedade precisam obedecer aos princípios da boa-fé objetiva e da ética, sob pena de se confundir com oportunismo.

Um exemplo diretamente relacionado à solidariedade dotada de ética e boa-fé, em tempos de COVID-19, está no modo de condução dos contratos já firmados, que impõem obrigações às partes. É preciso que todos os lados desses contratos sejam flexíveis, de modo que as readequações sejam exequíveis a ponto de viabilizar resultados eficientes e menos custosos. Imbuídos de solidariedade ética, a ideia é não apontar  vencedores e vencidos, tampouco culpa ou erro, mas sim juntar forças para encontrar soluções possíveis e sustentáveis.

Desjudicializar é preciso, uma vez que os meios alternativos de resolução de conflitos – mediação,conciliação e arbitragem – possibilitam o resgate da autonomia dos contratantes por meio de aplicação de técnicas próprias, primando pelos princípios da boa-fé, cooperação e ética, basilares do Direito Contratual para alcançarem o destino, a solução efetiva.

No entanto, “Viver não é preciso” no sentido da sua imprecisão, sobretudo, se a compreensão da ideia se assemelhar a vida como uma viagem feita de opções, medos, forças, inseguranças, persistências, constâncias e transições.

Conciliação consciente e sustentável
Conciliação consciente e sustentável

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